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[Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005]
Ás vezes a gente não pensa, fala e faz coisas sem pensar. Deseja aproveitar tudo á sua maneira, não consegue enxergar tudo o que pode acabar acontecendo. Tem certas cenas que eu preferiria nunca presenciar, adoraria que me polpassem, que pensassem em mim de alguma maneira. Engraçado que quando a gente pensa que está tudo bem, que está tudo lindo, sempre acontece alguma coisa pra provar que mais uma vez estamos equivocados. E as cenas ruins reviram a cabeça, atormentam todos os pensamentos positivos. Portanto, como eu sempre digo: Não faça planos!
Pois é, planos sempre furam, idealizar é fantasiar algo que dificilmente dá certo. Sim, já idealizei coisas de uma forma e superaram minhas expectativas, foi melhor do que eu pensava que poderia ser, mas é uma raridade vivenciar isso. É muito mais real o fato de sempre acontecer um imprevisto.
Isso não é novidade, não é mesmo? Todos sabemos que a vida é imprevisível, que todos os dias coisas novas acontecem, que nenhum dia é exatamente igual ao outro. É ai sem dúvida que também mora a 'graça' de viver, muitas vezes supresas boas tornam alguns dias especiais, inesquecíveis.
Hoje (por enquanto) não me deparei com surpresas muito agradáveis...
Ontem tive uma no finalzinho do dia, quando considerava que meu dia já tinha terminado.
por FLÁVIA FREITAS * 1:04 PM
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[Domingo, Fevereiro 27, 2005]
Sem inspiração pra recomeçar...
Sem vontade de se reerguer para continuar...
O caminho é indefinido.
Ele sabe que ele é único, mas não percebe a 'burrada' que está fazendo.
Ela sabe que por mais que o tempo passe, nada vai mudar, a menos que ela seja forte o bastante.
A menos que dessa vez, ela dite suas próprias regras.
Não esquece jamais o clima de festa, as palavras doces, os perfumes e sensações...
Não esquece jamais do que um dia foi selado, testemunhado, marcado...
Não esquece ainda o quão importante ela tinha se tornado.
Calou.
Depois de um tempo voltou a respirar, começou a escrever em mente suas próximas atitudes.
Não vai mais sofrer, não mais desvairar...
Nunca teve medo da chuva, hoje teve vontade que ela desistisse de cair.
Porque as lágrimas já se confundiam...
Mas a partir de agora, ela vai crescer.
É hora de crescer.
por FLÁVIA FREITAS * 3:59 PM
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[Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005]
Blog com cara nova.
Não só ele.
Ficou 'cute' sim, era mais ou menos isso que eu queria.
Vamos ressucitar os blogs (né Helô e Fábio?)...
Tem sido este um dos meus melhores amigos pros desabafos corriqueiros...
Ou mesmo desabafos antigos, omitidos, felizes, raivosos, filosóficos, pensantes...
Não me arrependo do que escrevi até hoje, isso já foi um diário, já foi um refugo para os meus exercícios de escrita, já serviu como consolo nas publicações das minhas poesias e como simples blog de escrever o que vem 'a tona'...
Quem der uma 'espiada' no meu arquivo pode até me 'taxar' de louca, mas eu adoro ser taxada!
Adoro causar diferentes sensações nas pessoas...
Acho até que essa é minha missão. Sou diferente sim, e que mal tem nisso?
Talvez o que eu escreva aqui não combine com o template que fiz...
Mas serve como ícone pra idéia de que não pretendo 'crescer' tão cedo.
por FLÁVIA FREITAS * 5:47 PM
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[Terça-feira, Fevereiro 22, 2005]
Isso não é um diário.
Quem nunca teve um 'amor-antigo-mal-resolvido'?
Eu já.
Passou.
Voltou.
Passou de vez.
Quem nunca levou um 'fora'?
Perdeu o rumo de casa?
Se enganou, se machucou, machucou alguém?
Eu já.
Dei a volta por cima.
Ergui a cabeça.
Consertei, colei os pedaços do meu coração.
Ajudei alguém a colar.
Quem é feliz por completo?
Eu não.
Mas eu aproveito muito bem os pequenos momentos de felicidade que me são proporcionados.
Procuro ser amiga dos meus amores do passado.
Hoje sei que amigos são professores.
"Flávia, não sofra por antecedência".
E inimigos são doutores.
O que você não entende,
somente precisa questionar!
Agradeço a Deus todas as manhã.
Obrigada.
If only I could turn back time,
if only I had saved what I still had
if only I could turn back time,
I would stay...
por FLÁVIA FREITAS * 11:48 AM
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[Terça-feira, Fevereiro 15, 2005]
Eu não me arrependo de nada, de nada que fiz enquanto estava do seu lado.
Hoje vejo seu retrato que me parte a alma em dezenas de micro-pedaços, mas não me arrependo de sentir tudo isso que sinto.
Eu lembro bem dos seus olhares persistentes, e da vez que manchou uma blusa minha com tinta branca, a mancha nunca mais saiu. A lembrança também nunca mais se apagou.
Não sei se sabe o quanto eu esperei por você, noite e dia.
Corri sempre a seu alcançe, se segui, te omiti meus casos e loucuras.
Hoje sei que você não escolheu os seus amigos porque quis. Te pediram isso, te disseram que o certo era você conquistar sua fama, sua popularidade. Hoje você não precisa mais deles! Se tivesse sem eles talvez seria muito mais querido.
Sempre tive meu valor, você sempre soube disso!
Você se aproximava calmamente para 'colar' de mim nas provas de inglês, mal sabia que eu não sabia tanto quanto você, estava ali apenas para estar por perto.
No inverno você não sabia o quanto ficava bonito com sua touca branca, e no verão o quanto ficava descolado com seus óculos escuros.
Você nunca soube o quanto minhas pernas tremiam toda vez que você vinha pra me dizer apenas um 'oi'... O 'oi' durava cinco segundos, mas pra mim era uma eternidade.
Lembro bem dos seus shows, quando cantou olhando para mim, quando ensaiou na minha frente, e de cada frase que cantava depositava um olhar de 'apelo'. "Don't cry tonight"...
Das vezes que você pegava o carro, super cauteloso, super preocupado.
De como encarou aquele garoto que estava abraçado comigo. E de quando escreveu na losa que meu melhor amigo era 'gay'...
Você não sabe o quanto eu esperei você chegar nas festas, e o quanto elas ficavam sem graça quando você faltava.
Quando me puxaram naquele dia de sol, me dizendo que você queria conversar comigo, eu não dei risada por mal, achei que estivessem brincando. Estavam?
Nunca mais consegui te olhar direito, e me lembro bem de quando vc fugiu de mim.
Nos outros dias cansei de ver você fugindo de mim, foi uma fuga sem fim. Acho que tinha vergonha.
Mal sabia que a mais envergonhada era eu, que te queria com muita força. Que sonhava com você.
E tem um milhão de outras coisas que você ainda não sabe.
por FLÁVIA FREITAS * 8:58 PM
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[Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005]
Pensando...
Pensando bem, é tão fácil viver bem...
Muitas vezes me deparo com situações na qual não entendo por qual motivo se criaram, mas aprendi a não questionar. Muitas das coisas desagradáveis que já vivi acrescentaram muito para hoje ser quem sou.
A maioria dos problemas que nos rodeiam somos nós mesmos quem criamos, nós mesmos quem encontramos...
Procuro ser sempre compreensível, todavia nem sempre isso se torna possível. Mas sei o quanto é trabalhoso transformar em palavras fatos que nos magoam com intensidade. Jamais poderia dar a ênfase necessária para explicar e para possibilitar a compreesão dos casos mais delicados que já vivenciei.
É inevitável passar pela vida sem encontrar obstáculos, mas também é inevitável passar pela vida sem encontrar grandes alegrias.
Somos seres 'recuperáveis', se hoje estamos por baixo, amanhã podemos recuperar forças e reerguer as esperanças, reerguer as alegrias, reerguer a própria vida.
Por isso quando estou mal não me culpo, nem culpo ninguém, retiro os sentimentos de mágoa e rancor dos meus pensamentos e sentimentos, e centralizo a pensar em coisas boas, em novas soluções, em diversos novos caminhos, porque afinal de contas 'faz mal pensar em tudo que te faz mal'...
por FLÁVIA FREITAS * 2:21 PM
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[Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005]
::Vinte Anos::
Duas décadas e eu nem senti. Não percebi que não sou mais uma menininha. Acho que é porque não costumo ter uma postura de "moça-de-vinte-anos". Amanhã eu completo vinte. A idade é até bonita, mas assusta.
Parece que foi ontem aquela tarde frustrada por conta da chuva bem no dia da minha festa de quinze anos. E o pior, não vieram nem metade dos convidados, por causa da chuva e de nada mais, eu era bem querida. E cinco anos se passaram desde aquele dia, inacreditável.
O ensino médio passou pelos olhos e eu quase nem notei, mas também dizem que tudo que é bom passa rápido, então só pode ser por isso.
Segundo ano de faculdade, primeiro ano de estágio pra valer, responsabilidades, preocupações. Mas também com certeza o início de uma nova fase boa. Minhas fases são sempre boas, e eu me adapto facilmente.
Vamos ver se esse ano eu tiro minha carteira de motorista, porque meu pai vem me oferecendo isso há dois anos, e eu fico enrrolando.
Confesso estar um pouco aflita, pelos comentários ao meu redor sobre 'eu estar ficando velha'. Que absurdo! Justamente eu, que sempre fui a mais novinha, a 'bebezinha' da casa, a caçulinha... Agora não mais, agora eu sou 'a que está ficando velha'.
Como encarar isso se não for de ótimo humor?
Sim! As coisas finalmente mudaram, aquela que não tinha vez quando tentava falar, argumentar, exigir nada além dos seus direitos, parece ser dessa vez respeitada, ouvida, compreendida...
Incrível, pois se tenho idade para assumir minhas responsabilidades, também deveria ter idade para decidir sozinha (eu disse: sozinha) a minha vida. Mas não! Caçulinha é sempre caçulinha.
Mas isso é bom, eu não critico minha família. Aliás não critico nada que é 'feito' por amor.
Vinte anos muito bem amados os meus. Não só pela família, como por amigos entre outros. (precisa escrever?).
Gosto de revirar as coisas, deixar a criança que existe em mim guiar.
Hoje ao invés de me preocupar com minhas roupas para ser ainda mais uma mulher, eu me preocupei em comprar um lindo estojo de sapinho!
Não acredito que a idade defina a maneira de ser, eu vou ser livre para tornar meus vinte anos em quinze, em dezessete ou dezenove. Meu espírito jovem jamais morrerá.
E que venham mais vinte anos felizes.
por FLÁVIA FREITAS * 11:07 PM
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