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~Sexta-feira, Julho 22, 2005~
::A viagem
Dia desses, li um livro
que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.
Interessante,
porque nossa vida é como uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques,
de pequenos acidentes pelo caminho,
de surpresas agradáveis com alguns embarques
e de tristezas com os desembarques...
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que,
acreditamos que farão conosco
a viagem até o fim:
nossos pais.
Não é verdade.
Infelizmente, em alguma estação,
eles desembarcam, deixando-nos
órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto.
Mas isso não impede que, durante a viagem,
embarquem pessoas interessantes
que virão ser especiais para nós:
nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoas
tomam esse trem a passeio.
Outras fazem a viagem
experimentando somente tristezas.
E no trem há, também, outras que passam
de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas.
Outros tantos viajam no trem de tal forma que,
quando desocupam seus assentos,
ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.
Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.
O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que,em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.
E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério
é que
não sabemos
em qual
parada
desceremos.
E fico pensando:
quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.
Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.
Mas me agarro na esperança de que,
em algum momento, estarei na estação principal,
e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem,
que não tinham quando embarcaram.
E o que me deixará feliz é saber que,
de alguma forma, eu colaborei para que
essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.
Minha expectativa aumenta,
à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...
Quem entrará? Quem sairá?
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história,
de algo que duas ou mais pessoas construíram
e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.
Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós,
têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver,
é tirar o melhor de "todos os passageiros".
Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e s assentos não estejam lado a lado,
com certeza, o vagão é o mesmo.
Nunca gostei de postar algo que não fosse meu no meu blog, mas enfim, esse texto diz muito.
Retirado do flog: www.fotolog.net/sosweet
por FLÁVIA FREITAS * 11:00 AM

~Domingo, Julho 17, 2005~
Eu sinto que a minha vida muda, e eu escondo as lágrimas no travesseiro.Um dia calmo, folhas ao vento, árvores altas vistas da janela da frente, tudo tão diferente.São as férias de inverno, são as saudades de alguém.É a nostalgia pura daquelas férias em que a campainha tocava e os amigos depositavam gargalhadas no meu pijama ás três da tarde.É a nostalgia pura da minha casa com cinco membros ás nove da noite falando alto, jantando juntos.É a lei da vida, tudo passa.É a lei da nossa própria natureza, tudo muda.E novas descobertas, e novas realizações, e novos sonhos para realizar e que já foram realizados.
Agora desperto, não hesito em pensar em novas soluções.Há sempre novos caminhos, não é hora de brigar com o destino.É hora de encarar tudo com mais calma.Estou juntando cacos intactos, para consertar com paciência o que foi quebrado.Se fiz errado, dessa vez farei certo! Se disse o que não devia, dessa vez falarei apenas o que é preciso, mas nunca, nunca mesmo deixarei de ser eu mesma.
Um momento, uma música e todas as recordações.Onde mora aquela empolgação de sexta-feira, porque ela não vem mais me visitar?Mas não se pode viver de passado, é preciso erguer as mangas e fazer o presente, porque a vida é agora!Lápis e caderno, é hora de retratar sentimentos, é hora de sacudir a poeira, é hora de auto-analisar tudo, mas tudo mesmo em mim.Então está decretada: reforma geral!
por FLÁVIA FREITAS * 8:47 PM

~Sexta-feira, Julho 08, 2005~
::Enfim, curada!
É bom demais sentir que você não precisa se preocupar com aquilo que normalmente preocuparia.Algumas pessoas não fazem mesmo diferença.Mesmo que fique pulando na minha frente ou resolva fazer um dos seus showzinhos particulares.Como sempre dizem, e já se tornou clichê, que o pior de tudo não é a antipatia ou a simpatia que se sente por uma pessoa, o pior de tudo é quando uma pessoa se torna insignificante.A indiferença é sempre o que mais dói, principalmente quando a pessoa é doente por "aparecer".Acredite! Eu conheço alguém assim, infelizmente.
Eu cansei de ser boazinha demais engolindo os sapos, relevando as situações, passando por cima daquilo que considerava primordial, é um belo dia, a gente aprende.
Durante anos eu fui inocente, e só fui envenenada, hoje eu não durmo mais no ponto, não tomo mais desse veneno.Posso ser considerada uma menina revoltada, mas revoltante é calar-se quando é preciso dizer todas as verdades.
Hoje eu sei quem posso chamar de amigo, e me orgulho de ter ao meu lado pessoas maravilhosas que realmente me conhecem.Me arrependo de permitir me conhecer quem não merecia, porque é preciso convivência para se tornar meu confidente, e acho que é assim com todo mundo, e agora em sigilo sigo minha vida e não me atrevo a contar nada sobre ela a menos que a pessoa não tenha nunca sequer me desapontado.Minha vida está repleta de sorrisos agora, tudo melhorou e muito depois que me libertei de alguém tão mesquinho.Foi preciso coragem, entre amigos tão fraternos os laços se tornam intensos e não se quebram com facilidade, a menos que exista alguma mudança arrebatadora, mesmo que ela esteja inserida apenas em mente.
Mas nada disso faz diferença pra ninguém a menos que tenha vivido tantos momentos como os que vivi.
O que me preocupa é a ingenuidade de tanta gente, que por alguma razão não enxerga onde existe ganância, onde existe orgulho, onde existe falsidade, onde existe tanta coisa que não ousaria escrever aqui.
Espero que não me julguem pelas minhas palavras, ninguém mais foi humilhado por idéias fúteis ou pensamentos mesquinhos.
Eu aprendi, e por mais que um dia eu tenha sofrido com as minhas lições, eu vejo que todo sofrimento é como um grande livro que você devora, depois só restam os pensamentos muito bem evoluídos, muito bem direcionados.
A sorte é que nunca, nem mesmo durante as minhas experiências eu estive sozinha.E se mais gente nesse mundo pode compreender tudo aquilo que eu vejo, me sinto conformada.
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Foi digitado rapidamente ontem a noite como desabafo, estava sem coragem para postá-lo, mas acho que merece dar as caras por aqui, já que não tenho (não temos) mais nada a temer
por FLÁVIA FREITAS * 8:47 PM

~Domingo, Julho 03, 2005~
::E a sua excentricidade, onde mora?
Eu quero chegar nos quatro cantos da terra e dizer o que eu penso, o que eu penso pode estar errado perante aos olhos de muita gente, mas se é verdade absoluta para mim, eu luto!
Eu luto pelas minhas verdades, sou minha própria defensora.
Não quero falar das minhas qualidades, muito menos dos meus defeitos, só acho que ás vezes chego a ser orgulhosa.Eu sou sim, não pense que vai dizer o que quer para mim e sair ileso, sou boa defensora de mim.
Nunca me condeno "Nossa, estou mesmo com esse problema, e agora o que será de mim?", jamais! E acho que é bem verdade que cada um faz sua própria sentença.
Eu pergunto: Você acredita em você? Eu respondo: Parcialmente.
É claro que precisamos acreditar em nós mesmos, que somos capazes, que vamos além, que não possuímos medos nem limites. Mas nem sempre nos conhecemos o suficiente, existem sempres grandes descobertas sobre nós mesmos ao longo da vida, e para isso necessitamos até de nos deparar com situações indesejáveis.
Não sou muito tolerante também, eu não permito certas situações, eu admito facilmente quando algo passou dos meus limites.Deixo evidente quando não estou feliz com algo, não omito minha tristeza com facilidade.
Me considero uma pessoa singular, porque não conheço alguém igual á mim, e isso ás vezes me assusta.Dizem que já fui mais boazinha, eu digo apenas que aprendi e que fiquei mais esperta.
Eu busco aquilo que quase ninguém busca, eu busco apenas aquilo que tem de natural em mim, e vem dando muito certo.
por FLÁVIA FREITAS * 6:18 PM

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